terça-feira, 3 de março de 2015



Lembro que no ano de 2000 conheci uma mulher.

Muito senhora de si com sorriso e olhar encantador.

Porém mais que olhar e sorriso, ela tinha o dom da palavra a as usava de forma tão admirável que não tinha como não ceder. Sabia como mexer com as mãos, quase como num balé. Tudo no tom e tempo certo, no momento certo, na hora exata de encantar. Assim como sabia exatamente a hora de sair de cena. (que era o momento em que seu encanto estava no nível ultra mega master).

Sabe aquelas mulheres que te fazem tremer na base? Pois é, ela mesma.

Sempre achei que mulher não tem que ser propriamente bonita e sim uma mulher interessante. Tem que ser sedutora e inteligente para usar isso no ponto certo, sabendo exatamente o que está fazendo e ela sabia.

Começamos a sair. Cada semana mais, cada vez mais.
Um dia eu na janela da casa dela, olhei para ela que estava se arrumando e eu disse: “Estou apaixonada por vc”

Ela respondeu “Isso é um problema seu, não meu”

Em seguida num tom despreocupado falei: “Por enquanto meu bem, por enquanto”.
Pronto, aí estava a mulher que me fez tremer, tremendo junto comigo, na mesma sintonia.

No dia seguinte estava indo pra casa e propositalmente deixei meu creme corporal da Natura de erva doce, em cima da sua cômoda. Quando já estou no ponto de ônibus, ela vem correndo esbaforida me entregar o creme e disse “Por favor, não faz isso comigo...Leva seu creme... “

Bem, o final dessa história? Vivemos 5 anos casadas, 5 anos felizes para sempre.

Aprendi que meus medos eram insignificantes perto da nossa cumplicidade e do amor que existia, que preciso me arriscar. Aprendi que sou bonita, que sou tb sensual qd quero e que sei exatamente o que e como fazer para que as pessoas demonstrem um interesse 100%.

Aprendi que posso ter cara de mau, mas tb posso relaxar e viver mais leve.
Muito obrigada por ter me amado tanto e comemoremos por ter sido uma via de mão dupla para nós.

Num dia pela manhã cedinho, já casadas e morando juntas, ela saiu pra trabalhar e deixou um bilhete cuidadosamente embrulhado na folha de caderno junto dom uma paçoca - Amo paçoca!

O bilhete dizia “Que seu dia seja doce. Volto mais tarde com muito mais amor”
E sempre voltava com mimos, surpresas, algumas brigas, algumas discordâncias e amor.

Ela cumpriu a promessa sempre!  “Voltar pra casa com muito mais amor”
Depois de tanto tempo afirmo que tanto eu qt ela saímos disso tudo bem mais fortes e seguras para o que tivesse que vir, e assim foi e tem sido.


Não importa se é a mesma casa, se é outro par, o que importa é “voltar pra casa com muito mais amor”. Obrigada
“Sua : Sinhá”

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