quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Preciso de segredos para viver...

Propositalmente por vezes "esqueço" a combinação...

Preciso de certezas para viver...


"Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida.
Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que eu não entendo. Quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação (...)
Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo?"

(Clarice Lispector)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Adoro essa letra e não curto a Pitty,... Coisas de quem é louca por música.

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
"Só não desonre o meu nome"

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
(Me adora - Pitty)

domingo, 6 de setembro de 2009


Enquanto não superarmos a ância do amor sem limites,

não podemos crescer emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão,

continuaremos a nos buscar em outras metades.

Para viver a dois, antes, é necessário ser um.
Fernando Pessoa

Tenho sempre, mas sempre mesmo que agradecer a vida que tenho.

Agradeço meus amigos por serem quem são na minha vida.

Agradeço minha família por ter me dado a base de tudo, tudo.
Agradeço até a todos que não me fizeram bem de alguma forma, pois assim pude aprender que nem tudo é o que parece e que pedras podem ser arremessadas de onde menos se espera. Agora o interessante, tô sempre perdoando e me orgulho de ter a capacidade de conseguir, pois isso é exercício de alma.

Agradeço aos orixás, meus protetores e guias por nunca me abandonarem e sempre me mostrarem o caminho a seguir, mesmo que não fosse o caminho que eu havia escolhido. Que me dão paz e discernimento quando preciso. Que me dão forças pra levantar a cabeça e seguir adiante, não importando a dificuldade que seja, minha fé me sustenta, me ampara sempre e em meu coração não existe espaço para raiva, continuo esperando o melhor das pessoas..

Agradeço por fim aos meus lindos "peludos".

Pelo amor incondicional, pelos ensinamentos, pela nobreza, pela verdade exposta sempre, sem precisar de uma única palavra, a gente se entende e se reconhece.

O sorriso dessa foto é minha forma de agradecimento a todos que ajudaram a me tornar a pessoa que hoje sou. Uns dias aos pedaços, outros inteira, mas sempre... determinada, corajosa e definitivamente verdadeira.
Elaine Natal

sábado, 29 de agosto de 2009



Hoje eu levantei com sono com vontade de brigar
Eu tô maneiro pra bater pra revidar provocação
Olhei no espelho meu cabelo e tudo fora do lugar
Vê se não enche não me encosta
Tô bravo que nem leão
E não pise no meu calo que eu te entorno feito água
E te jogo pelo ralo
Hoje você deu azar

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça

Hoje eu vou mudar o teu destino
Te passar num pente fino
Então desfaça sua trança
Eu que sou tão inconstante
E você tão permanente
Com a gente tudo enrolado
Não adianta creme rinse
Corta as pontas da sua mágoa
Que hoje eu tô meio implicante
Hoje você deu azar

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça

* Tem dia que é melhor me deixar quetinha...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Carinho constante...


*Para vc que me traz paz e sorrisos intermináveis! Mas vc me faz sorrir de dentro pra fora, e isso meu amor, ninguém faz melhor que vc! Adooooro!!!

domingo, 23 de agosto de 2009

Coisas de Clarice...



"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la."

"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos."

“O que me atormenta é q tudo é 'por enquanto', nada é ' sempre'“.

"Uns cosem pra fora, eu coso pra dentro."

"Não me corrija. A pontuação é a respiração da frase, e minha frase respira assim. E se você me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."

"Não sei separar os fatos de mim,e daí a dificuldade de qualquer precisão,quando penso no passado."

"Aquilo que Eu não sei, é a minha melhor parte!"

"Você as vezes não estranha de ser você?"

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

* Hj estou num dia cinza e chuvoso. Num desses dias que vc precisa de coisas que parecem ser inalcansáveis e inatingivéis. É, esses dias de fraqueza mesmo...

Dias que vc se vê sozinha, com um monte de coisas pra resolver e ninguém pra dividir... E vc tem que achar força sabe Deus de onde pra seguir adiante, resolver os problemas de fora e de dentro.

Pulsa em mim a vontade ouvir certas palavras, mas de alguém que as tenha coragem de dizê-las e que te atinja como uma flecha bem no centro! Na ferida mesmo!

Tem vezes gente, que temos mesmo que futucar para provocar o sangramento. Que sangre tudo, depois estanca! Sempre estanca, mas é necessário CORAGEM para dizer e principalmente para ouvir. Se tô preparada? Nunca...rs

Por isso hj conversei com Clarice, ela adora fazer esse tipo de coisa e sinceramente... não poderia ser outra pessoa, tinha de ser ela... Meu coração agradece!

sábado, 22 de agosto de 2009

Fragmentos...



"bicho solto,cão sem dono,menino bandido.às vezes me preservo, noutras suicido."

"eu disparo, e paro no infinito."

"o problema é que eu quero muitas coisas simples.então pareço exigente."

"nascemos sós. morremos sós. nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. e quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.tem gente que pula de um romance para o outro. que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?"

" O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções. "

"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela, só tenho uma chance de fazer o que quero. Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos"

"...levo uma vida diária vazia e agitada. Passo o tempo todo pensando – não raciocinando, não meditando – mas pensando, pensando sem parar. E aprendendo, não sei o que, mas aprendendo. E com a alma mais sossegada (não estou totalmente certa). Sempre quis “jogar alto”, mas parece que estou aprendendo que o jogo alto está numa vida diária pequena, em que uma pessoa se arrisca muito mais profundamente, com ameaças maiores. Com tudo isso, parece que estou perdendo um sentimento de grandeza que não veio nunca de livros nem de influência de pessoas, uma coisa muito minha e que desde pequena deu a tudo, aos meus olhos, uma verdade que não vejo mais com tanta freqüência. Disso tudo, restam nervos muito sensíveis e uma predisposição a ficar calada. Mas aceito tanto agora. Nem sempre pacificamente, mas a atitude é de aceitar."

" Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.

Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta. Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.

A palavra é meu inferno e minha paz. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...

Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.

Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou."
(By Drika)

"não quero mais a mais jamais me aprofundar nessa história, arreio os meus anseios perco o freio e vivo de memória."

"Não sei quantas almas tenho.Cada momento mudei.Continuamente me estranho.Nunca me vi nem acabei.De tanto ser, só tenho alma.Quem tem alma não tem calma."
*Dri, hj fiquei com uma vontade absurda de escrever e publicar, mas o que escrevi é impublicável, então "roubei" alguns fragmentos pra tentar suprir minha vontade de ser. Amo

Alanis Morissette - Offer


who
who am I to be blue
look at my family and fortune
look at my friends and my house
who who am I to feel dead end
who am I to feel spent
look at my health and my money
and where
where do I go to feel good
why do I still look outside me
when clearly i've seen it won't work

CHORUS:

is it my calling to keep on when I'm unable
and is it my job to be selfless extraordinaire
and my generosity has me disabled
by this my sense of duty to offer
and why
why do I feel so ungrateful
me who is far beyond survival
me who see life as an oyster

CHORUS:

is it my calling to keep on when I'm unable
and is it my job to be selfless extraordinaire
and my generosity has me disabled
by this my sense of duty to offer
and how
how dare I rest on my laurel
show dare I ignore an out stretched hand
how dare I ignore a third world country

CHORUS:
is it my calling to keep on when I'm unable
and is it my job to be selfless extraordinaire
and my generosity has me disabled
by this my sense of duty to offer
who who am i to be woo.
* O que é a felicidade pra vc? Pense...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Thatá, minha flor - Meu poema...


Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!
Mário Quintana

* Orquídea rara! Mas poucos sabem nos ver de dentro pra fora, como fizemos.
Conhecemos tudo de dentro e por último olhamos na cara uma da outra e dissemos assim: " É exatamente isso! Ela é exatamente o que é: Mulher linda que quero na minha vida pra sempre"
E dissemos isso silenciosamente, mas escutamos simultaneamente. Te amo !

Carla

"Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata..."
Carlos Drummond de Andrade

* Linha, linda,linda! Nos vemos tão poucas vezes mas essas poucas vezes são o alimento dos nossos sorrisos, mesmo que rolem lágrimas, tristezas... a certeza absoluta que fazemos parte da vida uma da outra IRREMEDIAVELMENTE é o que dá forças para meu coração se acalmar e meu espírito nunca perder a fé no ser humano. Amo vc e tudo farei pra te ver feliz!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Paciência


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber ?
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vida não para)
(Lenine)
*É... Afinal " A vida é tão rara!"

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Canção do dia de sempre * Para Kel...


Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

(Mário Quintana)
Foi difícil escolher um texto dele que se encaixe. Ele é tão assim... maravilhoso que chega a ser irritante de bom!..rsrs
Uma pequena lembrança no meu blog para alguém que sabe exatamente o que significa SER HUMANO. Bjs Kel

quinta-feira, 16 de julho de 2009

“Minguilim: Mãe, o que é que é o mar?
Mãe: Mar é longe, muito longe dali, espécie duma lagoa enorme. Um mundo d’água sem fim. (Mãe mesmo nunca tinha avistado o mar, suspirava...)
Minguilim: Pois mãe, então mar é o que a gente tem saudade?”

(Guimarães Rosa)

“O senhor... Mire, veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam. Verdade maior”.
(Guimarães Rosa)
*Agradeço por ter o dom da metamorfose...

Corpo e Alma

“Um corpo quer outro corpo, uma alma, quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.”

(Adélia Prado)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sutilmente

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
(Samuel Rosa / Nando Reis)
* Estou completamente apaixonada por essa letra!
"Suplico que não me mate, dentro de ti..."
As vezes nos faltam palavras, então vem esses caras maravilhosos e nos traduzem...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

É,a paciência
Foi pela vida inteira
O meu escudo
Quando o mundo disse:não
A arma branca,as lágrimas de fé
A resistência
É a força da mulher...

Toda Espera
(
Jorge Vercillo)

* Um dia sei que vai chegar.
E virá como se sempre fosse minha, sem nunca ter me visto
e eu serei sua, sem nunca ter te tocado. Pq mais que as palavras,
a gente se reconhe no toque, no arrepio.
Essa coisa que não temos controle, que nos transborda inteira...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo..."
(Mário Quintana)

* Já morri tantas vezes...
Tantas mas mesmo assim me lembro de cada morte.
Lembro de cada rosto, do gosto, do gesto.
Lembro do discurso e lembro até da falta dele.
Tudo ficou guardado num canto especial que criei sem saber e por isso mesmo não sei onde achar, ele (o canto) é que me acha na hora que ele quer.
Nas noites frias, na música, nos dias.
No que poderia ter sido e no que se transforma o que foi: Saudade.
Depois a gente sabe que isso sofre metamorfose, vira só lembrança.
Cuidado! Não interrompa essa mudança!
Pq tem gente que se acostuma a sofrer e nem percebe que vira vício.
Não precisa doer a vida inteira, só o tempo necessário para o coração descansar e começar tudo de novo...

Amo muito tudo isso!!

* Sempre recebo agradecimentos dos donos de meus hóspedes e alunos... EU é que agradeço aos cães por me ensinarem sempre, todo dia, uma nobreza ímpar.

(O Boxer Thor e cabeça da Melzinha,rsrs )

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Quando o amor vacila



Eu sei que atrás deste universo de aparências
Das diferenças todas a esperança é preservada
Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido
Mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir
E dela não me conformo
Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora
Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes
Pelas tuas loucuras todas, minha vida
Eu amo as tuas mãos mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas
Amo teu jogo triste
As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo
Eu amo a tua alegria mesmo e fora de sí eu te amo pela tua essência
Até pelo que você podia ter sido
Se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco
Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo quando sozinha eu bordo mais uma toalha de fim de semana
Eu te amo pelas crianças e futuras rugas
Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis
Amo teu sistema de vida e morte Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual
Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras
Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa
Eu te amo de alma para alma
E mais que as palavras
Ainda que seja através delas que eu me defenda quando digo que te amo
Mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila.

Do poema que a Bethania recita em Maricotinha

*Toda vez (sem exceção) que ouço ou leio esse poema me emociono muito. Ele tinha que estar aqui, IRREMEDIÁVEL...

sábado, 16 de maio de 2009

Shiiiiii....



"Tenho dias lindos, mesmo quietinhos"

Caio F. Abreu

sábado, 9 de maio de 2009

Oração à Omulu

Dominador das epidemias. De todas as doenças e da peste.
Omulu, Senhor da Terra.
Obaluaiê, meu Pai Eterno.
Dai-nos saúde para a nossa mente, dai-nos saúde para nosso corpo.
Reforçai e revigorai nossos espíritos para que possamos enfrentar todos os males e infortúnios da matéria.

Atotô meu Obaluaiê! Atotô meu Velho Pai! Atotô Rei da Terra! Atotô Babá!
*Atotô meu pai!

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas..."

Mário Quintana


"A única maneira de se livrar de uma tentação é ceder à ela..."

*Cedi...


Oscar Wilde

sábado, 2 de maio de 2009

MEU FOCO


Tem coisas que não consigo viver SEM e outras que não sei viver COM.

Não sei viver sem paixão. Não sei viver sem o arrepio, sem o muito, sem o exagerado.
Não é que eu goste do difícil, do dolorido, do inatingível... Não é isso... Só PRECISO da paixão! Sem ela, não me movo, não tem graça, não me brilha, não me toca.

Não sei viver com mentiras. Nem minhas e nem dos outros. Os outros mentem, ok... Mas rezo pra que não me deixem suspeitar; pq quando acontece fatalmente é verdade.

Eu algumas vezes por ser mais fácil tento mentir pra mim. Não cola! Não deixo que se instale o medo de ser vista como “aquela que está sempre errando”. EU sei que posso me ler como “aquela que está sempre tentando” mas de uma maneira tão forte e tão viva que só Ela/Eu sabem o preço. Não importa, eu pago.

Ah, tá... Você vai dizer: “Mas será que você não percebe que assim sofre-se mais?”

Claro que sim! Ô se sim... Mas... EU VIVO! Da maneira que eu sei e me delicio.
Não ter o pé atrás traz resultados catastróficos, mas o sorriso quando vem é “um sorriso de verdade! Quando vem o abraço sei que estou abraçando com minha alma!
O beijo é mais quente, o gozo é maior.

Não sei viver na incerteza de nada. O talvez me poda, me enerva e me limita, deixo de ser eu pra ser alguém que espera o porto seguro. Não quero esperar o meu porto seguro, quero tê-lo meu! Sabendo exatamente onde e como posso descansar sem maremotos inesperados.

Se espero demais da vida? Pode ser... SIM! Confesso! Mas se ela pode me exigir forças tiradas Deus sabe lá de onde, se ela pode me tirar e me dar o que ela quiser e hora que pretender, posso sim querer a tão famosa via de mão dupla. Até mesmo pq na verdade, tudo que tenho e que sou, é resultado do meu próprio plantio.

Posso colher brisa ou tempestade, vai saber? Mas a certeza da colheita é o que faz o coração bater acelerar e descompassar tudo! É isso! DESCOMPASSAMENTO!
Isso é pra mim a VIDA!

Posso parecer meia nublada, fora de foco... Mas você nunca vai me reconhecer a olho nu. Tente se aproximar... Mas TENTE de verdade!
Dispa-se do que tapa sua percepção e você verá que meu sorriso pode estar escondido em qualquer canto de mim, não precisa ser nos lábios.

Só sei fazer assim, ao extremo!
Só sei me dar inteira. Só sei comer inteira.
Não me veja como você quer, me veja assim: Ardendo sempre no fogo que eu ascendo, por puro prazer de seguir por onde me levam meus próprios pés.

Elaine Natal

quinta-feira, 30 de abril de 2009


Pelo o que me diz respeito
Eu sou feita de dúvidas
O que é torto, o que é direito
Diante da vida
O que é tido como certo, duvido
E não minto pra mim
Vou montada no meu medo
E mesmo que eu caia
Sou cobaia de mim mesma
No amor e na raiva
Vira e mexe me complico
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim
E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem
Eu por mim já descarrilho
E não atendo a ninguém
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo
E mergulha com tudo
Pra dentro de si
Lá do alto do telhado pula quem quiser
Só o gato que é gaiato
Cai de pé...

Martha Medeiros
* Juros que amoooo essa mulher! Nossa...


"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.

Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo.

O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia."

(trecho de O Divã)



"Tenho juizo, mas não faço tudo certo, afinal todo paraíso precisa de um pouco de inferno!"


Martha Medeiros

*Vou na onda da Drika... Martha vira vícioooo!

terça-feira, 14 de abril de 2009



Hoje me sinto melhor, mas centrada. Meu eixo voltando ao seu devido lugar. Como dizia Clarice : "Eu,que simbolicamente morro várias vezes só para experimentar depois a ressureição."

Isso é fantástico e confesso que me sinto atraída por essa coisa de "regenerar" sozinha. Praticamente uma guerreira ninja...hehehehe

Não, claro que ninguém faz isso sozinha, tem um monte de coisas envolvidas, amigos amadíssimos, minha família, MEU TÃO AMADO FILHO e em especial MEU TRABALHO, OS CÃES.

De novo ELA (Clarice) dizia: "E quando acaricio a cabeça do meu cão, sei que ele não faz questão que eu faça sentido ou me explique." E isso nos dá a liberdade de ser exatamente o que precisamos ser naquele momento, sem pré julgamentos, sem cara feia, sem crises, sem perguntas, sem críticas.

Eles (os cães) só ficam ali... "sendo cães" que é o que eles sabem ser.

Existe uma troca de energia enlouquecedora entre nós. Uma troca sem que ele exija de nós PERFEIÇÃO, SENSATEZ ou coisa parecida. Com eles podemos enlouquecer, chorar, dançar de uma forma medonha, bater um papo cabeça com o pé de carambola, etc,etc,etc. Eles só encostam a cabeça perto de vc... e vc sente ... ele tá ali... só te amando, da forma que ele sabe... às vezes ele te dá uma olhadelha, outras te segue como uma sombra. Não importa! Temos muito que aprender com os cães, principalmente AMAR.
Elaine Natal

Vulcão


Quero um corpo esvoaçante, que me faça carente sempre de um beijo a mais.
Quero uma boca carnuda, macia. Desnuda de palavras certas, pronta para berrar.
Quero um vulcão ameaçante, com larva, erupção, todo a se molhar.
Quero um corpo sem-vergonha, com tesão.
Que se disponha a mim com absoluta paixão!


Texto: Elaine Natal
Outro das antigas... muuuuito antiga...rs Vou vendo meus guardados e vou me encontrando.

Lado Marginal
























O vento que soprou em mim agora trouxe de você um pouco... Teu cheiro...
Cheiro de amor e tesão.
Meu coração que já bate rouco, que só tem de louco esse querer sem medida.
Paixão descabida e inconseqüente.
Ninguém foi inocente. Foram somente dois corpos despidos de qualquer culpa, realidade.
Essa vontade, saudade...
Bocas se olhavam, olhos devoravam.
As mãos passeavam livres e soltas pela tua selva pequena e mortal.
Ah! Tuas esquinas, becos escuros.
Você foi o lado marginal do meu corpo, o mal mais puro que meu gemido pode gritar.

O corpo mais pleno, sedento, maravilhoso! Que fez do teu toque, sorriso e olhar, minha forma mais bonita de gozo.

Texto de: Elaine Natal

Gente, escrevi esse texto aproximadamente no ano de 1989.
Tenho um carinho gigantesco por esta escrita. Divido com vcs.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Arrebentação!!!



Sou eu mesma dentro e fora de qualquer lugar

Sou eu mesma sorrindo ou não, para mim, por mim, sou tudo

A festa de viver com força traz ressacas

Bebo todos os goles, como de tudo, sempre com uma calma irritante

Amo de todas as formas e quase nunca odeio

Estilhaços de corações são bonitos, mas nunca tentei colar nenhum

Me alimento como quem nunca comeu e ainda consigo sentir o gosto

Não termino nunca, estou sempre recomeçando com a alegria do novo, do desconhecido

Inundo-me de sentimentos para não ficar vazia

Tudo me serve, tudo me alimenta de alguma forma

E quando o mar revolto, transborda; deixo a maré subir, vazar pelos olhos, pelos poros

Tenho um vulcão, mas não queimo, só sei arder. Porque queimar dói.. arder, arrepia

Tenho uma tal ventania que me arrasta, me guia

Tenho a dor, um “que” de tristeza que me salva das gargalhadas nervosas de quem não sabe o que dizer

Não me peça menos, pq não sei medir

Não me olhe, sinta...

Tenho certezas, mas a dúvida é que me leva, que me sustenta

Pois o que me acalma é o que me arrebenta.

Texto: Elaine Natal

domingo, 12 de abril de 2009

"O meu mundo não é como o dos outros. Quero demais, exijo demais .

Há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista.

Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"
Florbela Espanca

"Não te importas com os homens que dormem comigo,
mas morres de ciúme dos versos que faço pra eles..."

Leila Mícolis

INTUIÇÃO

Ter nas pessoas a confiança dos gatos,
que fecham os olhos e esticam o pescoço,
na certeza do carinho.
Leina Mícolis

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Arghhh



Hj tô meia raivosa...

Minha frase do dia: "Cuidado ! Somente pessoas autorizadas."

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A R R E M E S S O


Porque despertar em mim esse animal alucinado. Animal de olhos de fogo.Selvagem e louco.

Esse animal acuado que perde sangue no jogo.

Essa fera que te ataca e te resiste. Que por pouco não te mata.Ah, essa desenfreada que me existe me devora. Porque despertá-la agora, já que há tanto vinha adormecida.

Porque assustá-la assim em meio ao sono.

Porque arrancá-la bruscamente de seu sonho e transportá-la de repente para a vida.

Porque despertar em mim essa cavala doida que vai te galopar de corpo inteiro.

Enlouquecida que vai se ferir em meio ao trote.

Porque atiçar esse bicho que nessa luta vai morrer primeiro. Que vai morrer de fome, de grito, de garganta enxuta,de tanta entrega. Dilacerado de tanta força bruta.

Porque despertar essa besta que me habitaque se torna cruel e desumana quando aflita.

Porque gritar com ela no silêncio de um sono branco em que já vinha há tanto.

Porque provocá-la em meio ao espanto, quando ainda não era o seu tempo.

Bruna Lombardi

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Bruninha e Babi

À vocês devo meu sono, minhas lágrimas secas, o abraço, o beijo, minha paz. Prá vocês só uma coisa a dizer:

"A amizade é um AMOR que nunca morre."

Mário Quintana

Amo muito mais que as palavras!

Gente, eu Amoooooo esse texto!!!!





Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso e, às vezes, também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.

Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco - mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração.

Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira. Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala.

Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.

Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe. Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não? E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.

A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil.

Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois. Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "Seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto.

Oprimi-la é trabalho para uma vida.

Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.

Martha Medeiros

Pra você meu grande Bem!



No nome que não sei, encontro o tom certo do suspiro.

A precisão da boca que erra ... Sempre de propósito.

Nas minhas mãos as suas que me tremem a alma de puro contentamento seja do que for. Nos vão dos seios transpiro, espero, anseio... O que vem me tocar? Tudo isso me acompanha em sonhos, em pensamentos como aqueles que temos quando estamos no ônibus sozinhas ao lado de alguém que nunca vimos... A viajem é inevitável.

Há vida aqui dentro, que pulsa, exigente, curiosa de teus olhos, como será que você olha prá mim? Queria ver esse momento, do lado de fora, expectadora...Há vida (e tanta vida!) em você, no coração: palavras, na alma: seu solhos.

Tenho amor, pressa e tanto mais para te dar! Porém suponho que nunca te entregarei "tudo" (tudo é demais! Imagina não faltar nada para desejar?).

Te dou minhas faltas, minha foto, nossa história inimaginável, surreal mas tão verdadeira quanto o pôr-do-sol.

Que seus olhos me sigam por onde eu for, que meu vento sopre na direção desejada, contrariando estatísticas...Que no final - começo de tudo - nossa bússola virgem oriente os nossos corações.
Texto: Elaine Natal

sábado, 4 de abril de 2009

Amor


Amor...
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna. Casaram.

Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.

É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero.

Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Não adianta, apenas, amar.


Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.

É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta. Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia,tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.

Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!


Arthur da Távola

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eu me acerto


Não pensa mais nada
No final dá tudo certo de algum jeito
Eu me acerto, eu tropeço
E não passo do chão
Pode ir que eu aguento
Eu suporto a colisão
Da verdade na contra-mão
Eu sobrevivo
E atinjo algum ponto
Eu me apronto pro dia seguinte
Escovo os dentes
Abro a porta da frente
Evito a foto sobre a mesa
E ninguém aqui vai notar
Que eu jamais serei a mesma.
Escovo os dentes
Abro a porta da frente
Evito a foto sobre a mesa
E ninguém aqui vai notar
Que eu jamais serei a mesma.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Wander

Sorrisos sinceros, abraço sincero. A gente se acarinha de longe e se ama com tanta força!

Helô e Dani


Essas duas mulheres... sempre fico sem ter muito o que dizer oq o que elas me dão é tanto e tanto... Vou inventar um sinônimo quer trazuda meu amor por vcs.. por enquanto digo: não sei viver sem vocês, não mesmo...

Laine's


Vamos ser feliz!! Gente do bem me dá vontade de dançar, lembra??? rsrsrs
Eu te Amoooo !!!

Brícia

A gente nunca está pronto pra receber o amor... E memso que ele venha em outro dia, de outra forma, chega até nós de uma forma tão bela, verdadeira e IRREMEDIÁVEL, que nos faz feliz , de dentro para fora. Amo vc!

João


Seu derrepente perdesse tudo na vida, pensaria: Ainda bem que esse homem existe na minha vida! tenho-o de forma IREMEDIÁVEL e crescente. Amo tanto que nem sei....

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Minha Flor !



"Parece que o sol brilha mais perto, Parece que tudo é mais esperto..." Amar é pouco pra gente!

Meu filho!

Filho, não canso de dizer que tenho um orgulho danado de vc, és um homem íntegro, sensível, inteligente e sempre buscou td que quis. Sempre estarei na tua vida para o que der e vier, Te amo filho!

Cristina e suas filhas lindas!

Amiga, irmã amada!! Sem palavras para você amor da minha vida!

Doce de abóbora



Quando desligou o telefone, já estava atrasada. Na verdade estava no horário, mas sempre fora assim. O analista diagnosticara ansiedade, mas ela prefere definir como urgência, afinal fica mais leve. Não se sentia tão culpada por não conseguir mudar. Aliás era especialista em culpas. Era culpa por não ter terminado os estudos, culpa por ter furado fila aquele dia, por não se achar boa mãe, por não ser boa filha, por comprar cd pirata, por ...Foi se arrumar e nessa hora sempre lembrava de sua amiga Bia que ficava horas para decidir qual peça combinava com o que, ela não tinha lá muitas opções. Lá vinha mais culpa! Era culpa por não comprar roupas! Sempre achava tudo caríssimo mas nada tinha preço quando era para presentear, era literalmente um prazer.

Sem muita emoção deu uma olhadela no espelho e saiu. Gostava de pegar ônibus. Sempre achara que existiam três situações perfeitas para pensar nas coisas: Lavando louça, tomando banho e no ônibus. Era incontrolável, quando percebia já tinha programado até a agenda da semana.

Sentou no canto mais tranqüilo possível e rezou para que a criança que entrava com a mãe não ficasse perto (a coisinha gritava por um tal biscoitinho), mas era um dia bom. Sentaram à frente dela. Começando as duas viagens, lembrou:"Será que coloquei a ração pro gato?" Pensou no homem que iria ver... Era um homem forte, viril e um tanto truculento para o gosto dela. Nunca lembrava dos aniversários. Ela só lembrava de um gesto de carinho dele. Depois de uma discussão ele apareceu com um doce de abóbora daqueles de barraquinhas, bem ruinzinhosmesmo... ela adorou... para quem o conhecia sabia que era um privilégio receber dele um doce de abóbora, mesmo ruinzinho.

A criança fazia careta para ela e a mãe fingia nem perceber (ela sentiu uma vontade enorme de ter na bolsa uma daquelas balas que deixam a língua azul e dar para a tal coisinha).

Nos os anos de convivência percebia que ele gostava de se impor e exercer o poder que tinha. Começava de uma forma sutil, fala mansa, mas se precisasse chegaria aos extremos sem cerimônia. Esse extremo ela sentiu uma vez, queimando a face. Ela nunca aceitou, mas amava-o de uma forma intensa e quieta. Era estranho amá-lo sem admirá-lo. Será que tinha colocado a bendita ração?

Desceu no local marcado e sua mãe esperava com as costumeiras reclamações e indagações. A relação com a mãe era as das mais estranhas possíveis!Não se tocavam desde que tinha 10 anos. Algo se rompeu, o cordão umbilical que tem de ser eterno não existia entre as duas. Ela sentia por vezes um apelo desesperado da mãe por uma palavra mais amistosa. Não lembrava mais de como eram os olhos da mãe.Ela ajeitava o cabelo inquietamente mas aparentava calma. Nos passos até a clínica algo estranho... a viajem na sua cabeça não parava... " Já passei por esta rua... Quando foi? Acho que estava com Henrrique vindo daquela festa...". A mãe andava devagar por causa das pernas doentes, mas hoje ela não se importava, o dia estava calmo.

Derrepente sentiu no corpo e na alma um vento contrário. Não, na verdade não foi um vento! Foi um sopro que tinha o cheiro dele. Continuou andando mas já sabia que ele partira naquele exato momento.Chegou perto da cama, olhou para o corpo inerte. Não teve coragem de fazer o último carinho. Era estranho mas não conseguia sentir nada, nada.Achava natural a morte e olhava pra ele, olhava pra ele e não sentia.Ele morreu de câncer e ela só chorou no dia do enterro quando todas as imagens possíveis inundaram seu coração e seu corpo fraquejou.

Com ele durante toda sua vida ela não aprendeu muita coisa, mas nos último mês ele foi tão homem comum que ela finalmente conseguiu se ver nele um homem: Magro, frágil e desarmado. Pedia perdão e ela o consolava contando histórias divertidas da infância que ele nunca estava presente.Jamais admitiu entrar no quarto com aquelas máscaras verdes! Achava o cúmulo lembrar ao doente que ele estava doente! Não, pelo menos naquela hora não.Hoje gosta de lembrar dele, seu pai. Mas lembra sempre do homem frágil e com um doce na mão. Na verdade, o que ela mais queria na vida era ter ganho mais doces de abóbora.

Texto: Elaine Natal